Maxwell Jones é um psiquiatra sul-africano, radicado no Reino Unido,
considerado ser o criador do conceito de comunidade
terapêutica.
Apesar do nome ser
utilizado pela primeira vez por Tom
Main, em 1946, é creditado a Maxwell Jones o desenvolvimento do modelo inovador
de tratamento psiquiátrico que substituiu o antigo conjunto de normas rígidas e
eletrochoques por psicodramas,
discussões sociais, filmes educacionais e opiniões sobre a vida em comunidade.
Jones acreditava que assim criava o ambiente
terapêutico ideal para beneficiar
a recuperação do indivíduo, despertando um processo contínuo de reinserção e
reeducação sociais.
Este modelo se provou
particularmente eficaz para o tratamento e recuperação da dependência química, alcoolismo e abuso de drogas.
Trazendo esse modelo
para nossa realidade eclesiástica os Grupos terapêuticos deveria trabalhar:
O “convívio
social” e a “ajuda mutua”
Respeito e aceitação reciproca
Transforma a igreja em um ambiente curativo, pois a
igreja tem se tornado os centros de manipulação e castração de mentes, prisões
> que deveriam ser como um pomar, plantado gente no chão da vida para
ajuda-la a se desenvolverem em suas
potencialidades e contribuir para o auxilio mutuo, porem tem se tornado
cemitérios onde pessoas tem se enterrado e passam vinte, trinta, quarenta anos
sem resolver seus conflitos;
Um processo de adoecimento institucional que se arrasta
desde dos anos 80 que foi se desencadeando por proposições teologia associadas
as praticas seculares/empresariais
Nos trazendo tudo isso essa anatomia da tragédia
iniciou-se com a “teologia da prosperidade”; e difundida pelos tele evangelista de alcance
global como “Kenet Hagin” “Beny Hinn”, “Morris Cerulo”.
Uma teologia que enfatiza para os cristões, unicamente a
prosperidade, busca pelo sucesso, riquezas, bem-estar, conforto, saúde,
afastando assim as características essenciais do evangelho. A simplicidade,
quebrantamento, piedade etc.
Não
satisfeitos buscaram métodos que visavam a explosão do crescimento unicamente
quantitativo, não se importando com a qualidade de crescimento espiritual do
individuo que é o centro da mensagem de
Cristo, o resgaste do ser humano.
Matando
todos os significados que eram voltados para o discipulado que visava mudança
de vida transformação de caráter, envolvimento da consciência. O evangelho
passou a ser negligenciado.
A
adoção dessas praticas se deu com a igreja do evangelho pleno na Coreia do Sul
ligada as Assembleias de Deus presidindo pelo pastor “Poo Yung Cho” indicando o
modelo de pequenos grupos que depois foi adotado pelo pastor colombiano “Cesar
Castelhano” lançando assim o G12, essa comunidade possuía cerca de 300.000
membros, no Brasil inicialmente aderido pelos neopentecostais clássicos e por
muitas igrejas históricas.
Feito
assim uma simbiose dessa plataforma, desse modelo, arquétipo de “choo” com o
modelo das megas empresas de sucesso o resultando no fortalecimento de
denominações como a Mundial e a Universal, e o surgimento de novas denominações
e podemos citar varias e passar o dia citando nomes.
Na
planta dessas instituições estavam presentes a mesma matriz conceitual que se
compunha de cultos diversos, com objetivos diversos, agenda semanal vasta e com
multiplicidade de atividades religiosas, construção de mega templos, com oferta
cada vez maior de infraestrutura para acomodar pessoas, grupos para entretenimento
os chamados arte cristã formados na musica profissional, desde movimento de
evangelização de massa, com o único objetivo de engordar a igreja, tornando ela
obesa e doente, sem atingir seu real objetivo que é de salvar vidas.
O
ultimo passo desse sistema perverso foi a alienação, o fanatismo e mumificação
do chamado corpo de Cristo
Tendo
ênfase a catarse, o êxtase, nas
manifestações metafísicas e pseudo espirituais, visando o “destronamento de
potestades” com os cultos de cura e libertação, com efeitos apenas momentâneos
sem atingir o que se espera verdadeiramente no evangelho: o despertar da
esperança, da fé e do amor, com isso encontrando aquilo que é almejado por todos:
a paz.
Esse
sistema tira o foco dos “amai-vos”; e busca a solução unicamente no âmbito
espiritual da forma egoísta, pois se pensa: “eu quero é resolver meus
problemas”
A
igreja mudou o foco, pois ao invés dela ir ao mundo para ser um instrumento de
mudança e reconciliação trouxe o mundo para dentro dela provocando a alienação
e invertendo papeis onde ao invés do homem servir a Deus, e Deus que tem que
servir ao homem, em seus mega templos onde uma engrenagem robusta faz funcionar
uma agenda de religiosidade que faz funcionar e manter entretidas milhões de
pessoas fanatizadas que vivem qualquer coisa menos o evangelho de Jesus.

ENTENDA MAIS LENDO: I Tessalonicenses 5:9-22
Antonio Moura e Luzia Moura
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