sexta-feira, 20 de maio de 2016

A IGREJA DEVERIA SER UMA COMUNIDADE TERAPEUTICA

Maxwell Jones é um psiquiatra sul-africano, radicado no Reino Unido, considerado ser o criador do conceito de comunidade terapêutica.
Apesar do nome ser utilizado pela primeira vez por Tom Main, em 1946, é creditado a Maxwell Jones o desenvolvimento do modelo inovador de tratamento psiquiátrico que substituiu o antigo conjunto de normas rígidas e eletrochoques por psicodramas, discussões sociais, filmes educacionais e opiniões sobre a vida em comunidade. Jones acreditava que assim criava o ambiente terapêutico ideal para beneficiar a recuperação do indivíduo, despertando um processo contínuo de reinserção e reeducação sociais.
Este modelo se provou particularmente eficaz para o tratamento e recuperação da dependência química, alcoolismo e abuso de drogas.
A base do trabalho de Maxwell Jones é a “aprendizagem social”, termo que descreve o pouco compreendido processo de mudança iniciado na pessoa, que resulte da interação interpessoal após a análise em grupo de seus conflitos e crises. O processo costuma ser complicado e lento, uma vez que todo conhecimento prévio deve ser desaprendido para que novos padrões comportamentais mais positivos sejam internamente assimilados e adotados.
Trazendo esse modelo para nossa realidade eclesiástica os Grupos terapêuticos deveria trabalhar:
O “convívio social”  e a “ajuda mutua”
Respeito e aceitação reciproca
Transforma a igreja em um ambiente curativo, pois a igreja tem se tornado os centros de manipulação e castração de mentes, prisões > que deveriam ser como um pomar, plantado gente no chão da vida para ajuda-la a se desenvolverem  em suas potencialidades e contribuir para o auxilio mutuo, porem tem se tornado cemitérios onde pessoas tem se enterrado e passam vinte, trinta, quarenta anos sem resolver seus conflitos;
Um processo de adoecimento institucional que se arrasta desde dos anos 80 que foi se desencadeando por proposições teologia associadas as praticas seculares/empresariais
Nos trazendo tudo isso essa anatomia da tragédia iniciou-se com a “teologia da prosperidade”;  e difundida pelos tele evangelista de alcance global como “Kenet Hagin” “Beny Hinn”, “Morris Cerulo”.
Uma teologia que enfatiza para os cristões, unicamente a prosperidade, busca pelo sucesso, riquezas, bem-estar, conforto, saúde, afastando assim as características essenciais do evangelho. A simplicidade, quebrantamento, piedade etc.
Não satisfeitos buscaram métodos que visavam a explosão do crescimento unicamente quantitativo, não se importando com a qualidade de crescimento espiritual do individuo que  é o centro da mensagem de Cristo, o resgaste do ser humano.
Matando todos os significados que eram voltados para o discipulado que visava mudança de vida transformação de caráter, envolvimento da consciência. O evangelho passou a ser negligenciado.
A adoção dessas praticas se deu com a igreja do evangelho pleno na Coreia do Sul ligada as Assembleias de Deus presidindo pelo pastor “Poo Yung Cho” indicando o modelo de pequenos grupos que depois foi adotado pelo pastor colombiano “Cesar Castelhano” lançando assim o G12, essa comunidade possuía cerca de 300.000 membros, no Brasil inicialmente aderido pelos neopentecostais clássicos e por muitas igrejas históricas.
Feito assim uma simbiose dessa plataforma, desse modelo, arquétipo de “choo” com o modelo das megas empresas de sucesso o resultando no fortalecimento de denominações como a Mundial e a Universal, e o surgimento de novas denominações e podemos citar varias e passar o dia citando nomes.
Na planta dessas instituições estavam presentes a mesma matriz conceitual que se compunha de cultos diversos, com objetivos diversos, agenda semanal vasta e com multiplicidade de atividades religiosas, construção de mega templos, com oferta cada vez maior de infraestrutura para acomodar pessoas, grupos para entretenimento os chamados arte cristã formados na musica profissional, desde movimento de evangelização de massa, com o único objetivo de engordar a igreja, tornando ela obesa e doente, sem atingir seu real objetivo que é de salvar vidas.
O ultimo passo desse sistema perverso foi a alienação, o fanatismo e mumificação do chamado corpo de Cristo
Tendo ênfase a catarse, o êxtase,  nas manifestações metafísicas e pseudo espirituais, visando o “destronamento de potestades” com os cultos de cura e libertação, com efeitos apenas momentâneos sem atingir o que se espera verdadeiramente no evangelho: o despertar da esperança, da fé e do amor, com isso encontrando aquilo que é almejado por todos: a paz.
Esse sistema tira o foco dos “amai-vos”; e busca a solução unicamente no âmbito espiritual da forma egoísta, pois se pensa: “eu quero é resolver meus problemas”
A igreja mudou o foco, pois ao invés dela ir ao mundo para ser um instrumento de mudança e reconciliação trouxe o mundo para dentro dela provocando a alienação e invertendo papeis onde ao invés do homem servir a Deus, e Deus que tem que servir ao homem, em seus mega templos onde uma engrenagem robusta faz funcionar uma agenda de religiosidade que faz funcionar e manter entretidas milhões de pessoas fanatizadas que vivem qualquer coisa menos o evangelho de Jesus.
As igrejas ficaram cheias, mas, de gente cada vez mais vazias sem ênfase no discipulado, no pastoreio, nas trocas relacionais, no ensino da doutrina, no serviço comunitário, as igrejas hoje passaram a ser um entulho de gente que se esbarram na saída dos seus cultos e que nem sequer se conhece, gente que não compreende o mínimo da fé, que não é capaz de discernir pregação de heresia, seguido assim uma agenda frenética, não produzindo nada pois não muda a consciência, pois não mudando a consciência não pode se desdobrar para a existência e assim vão vivendo em viveiros humanos com encontros fortuitos, relações epidérmicas com pessoas agonizantes em seus dramas sendo atrofiadas em suas almas e sentimentos empurrando ano após ano os mesmos problemas, incapazes de experimentar libertação e pacificação que são produzidos pelo Espírito, no viver dos que compreendem o evangelho de Jesus Cristo



ENTENDA MAIS LENDO: I Tessalonicenses 5:9-22




Antonio Moura e Luzia Moura