terça-feira, 14 de junho de 2016

A obediência a Deus nos fortalece

Um homem andava por uma estrada desanimado por achar que não tinha mais forças para vencer, quando de repente uma luz muito forte surgiu no horizonte. Ao se aproximar daquele brilho intenso, ele ouviu uma voz grave. Percebendo que o homem estava assustado, a voz se apresentou:
Meu filho, Eu sou o seu Deus e tenho uma missão especial para você!
Uma missão especial? Mas que missão seria essa, Senhor? 
Sabe aquela rocha que fica ao lado da sua casa?
Claro que sim, Deus. É uma rocha enorme, quase do tamanho da minha casa.
_ Então... A missão que eu quero que você cumpra é essa: faça chuva ou faça sol, empurre aquela rocha todos os dias. Você aceita?
_ Sim, Senhor, eu aceito. Vou cumprir o que o Senhor me pede.
Então aquele homem, ainda sem entender, foi para casa e, quando chegou, fez do jeito que Deus havia lhe pedido. Empurrou a rocha com todo o esforço e, assim que suas forças se esgotaram, entrou para descansar. No dia seguinte fez a mesma coisa, e no outro também. Fazia sol, chovia, seu corpo ficava dolorido, mas ele nunca parou de empurrar aquela rocha com toda a força. Depois de algum tempo, o homem começou a ficar chateado, afinal, todo aquele esforço parecia não ter dado resultado nenhum; a rocha não se moveu um milímetro sequer. Ele não entendia o motivo de Deus ter lhe passado aquela missão.
Enquanto questionava os planos do Senhor, Satanás se aproveitou da situação para colocar seus planos malignos em prática. O diabo queria desencorajar e desanimar aquele homem para que ele abandonasse a missão que Deus tinha lhe confiado. Certo dia, enquanto colocava toda a sua força naquela rocha, Satanás soprou em seus ouvidos:
Ei rapaz, já faz um tempão que Deus mandou você empurrar essa rocha e ela continua no mesmo lugar, não é mesmo?  Ele diz que é o seu Senhor, mas não está nem aí pra você. Você é muito bobo de continuar fazendo esse trabalho. Pare com isso e vá viver a sua vida!
Desanimado, o homem deu ouvido às palavras do diabo e logo outros pensamentos negativos tomaram conta de sua mente. Então ele começou a refletir:
Poxa, por que eu preciso ficar me matando ao empurrar essa rocha? Eu nunca vou conseguir movê-la! Deus me enganou quando me deu essa missão. À partir de agora, não vou mais empurrar essa rocha com toda a força, como Ele mandou. Vou me esforçar menos e não vou ficar aqui tanto tempo fazendo isso. E mais: quando eu não quiser, nem virei aqui para empurrá-la. Cansei de empurrar essa pedra estúpida e não ver nada acontecer! Mas, ao mesmo tempo, ele pensava:
Mas será que Deus não vai ficar triste comigo?
Angustiado, o homem resolveu orar a Deus, pois seu coração estava dividido entre aqueles pensamentos ruins e a vontade do Senhor:
Deus, faz muito tempo que eu tenho empurrado essa rocha com toda a minha força e ela nunca se mexeu! Confesso que isso tem me desanimado muito! Onde eu errei? Por que as coisas não aconteceram como eu achei que iriam acontecer? Por que não vejo os frutos do meu esforço? Por que o Senhor me deixou sozinho nessa missão?
Então Deus respondeu àquele homem:
Meu filho, quando eu conversei com você na estrada sobre a missão, Eu disse que você tinha que empurrar a rocha com toda a sua força, não foi? Eu nunca disse que você precisava mover a rocha!
O homem, então, respondeu meio envergonhado:
É verdade, Senhor!
Deus continuou:
Você veio até mim dizendo que falhou porque não conseguiu mover a rocha, mas isso é mentira de Satanás. Ele te contagiou com as mentiras dele! Você realmente acha que falhou em sua missão?
Claro que sim, Senhor, pois sei que não fiz um bom trabalho!
E Deus, com muita paciência e amor, lhe disse:
Meu filho, você não falhou! Olhe para os seus braços. Veja como estão muito mais fortes depois que você começou a empurrar a rocha! Veja as suas pernas, suas mãos, suas costas! Hoje você é um homem muito mais capacitado do que antes, porque me obedeceu. Você escolheu cumprir a missão ao empurrar a rocha com toda força. Eu sabia o quanto você estava se sentindo fraco e o meu propósito era te fortalecer e não fazer com que você tirasse aquela pedra do lugar. Quando Eu precisar mover uma rocha, Eu mesmo a moverei!
Meus irmãos, quando Deus nos dá uma missão, devemos obedecê-Lo e fazer aquilo que Ele nos confiou da melhor maneira possível, por mais que não consigamos enxergar nenhuma mudança. Precisamos perseverar e não deixar que o diabo use suas armadilhas para nos desanimar, pois, com o tempo, Deus nos revelará quais são os Seus propósitos em nossa missão. Então, continue movendo a rocha!
"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis, e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão." (1Coríntios 15.58)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A IGREJA DEVERIA SER UMA COMUNIDADE TERAPEUTICA

Maxwell Jones é um psiquiatra sul-africano, radicado no Reino Unido, considerado ser o criador do conceito de comunidade terapêutica.
Apesar do nome ser utilizado pela primeira vez por Tom Main, em 1946, é creditado a Maxwell Jones o desenvolvimento do modelo inovador de tratamento psiquiátrico que substituiu o antigo conjunto de normas rígidas e eletrochoques por psicodramas, discussões sociais, filmes educacionais e opiniões sobre a vida em comunidade. Jones acreditava que assim criava o ambiente terapêutico ideal para beneficiar a recuperação do indivíduo, despertando um processo contínuo de reinserção e reeducação sociais.
Este modelo se provou particularmente eficaz para o tratamento e recuperação da dependência química, alcoolismo e abuso de drogas.
A base do trabalho de Maxwell Jones é a “aprendizagem social”, termo que descreve o pouco compreendido processo de mudança iniciado na pessoa, que resulte da interação interpessoal após a análise em grupo de seus conflitos e crises. O processo costuma ser complicado e lento, uma vez que todo conhecimento prévio deve ser desaprendido para que novos padrões comportamentais mais positivos sejam internamente assimilados e adotados.
Trazendo esse modelo para nossa realidade eclesiástica os Grupos terapêuticos deveria trabalhar:
O “convívio social”  e a “ajuda mutua”
Respeito e aceitação reciproca
Transforma a igreja em um ambiente curativo, pois a igreja tem se tornado os centros de manipulação e castração de mentes, prisões > que deveriam ser como um pomar, plantado gente no chão da vida para ajuda-la a se desenvolverem  em suas potencialidades e contribuir para o auxilio mutuo, porem tem se tornado cemitérios onde pessoas tem se enterrado e passam vinte, trinta, quarenta anos sem resolver seus conflitos;
Um processo de adoecimento institucional que se arrasta desde dos anos 80 que foi se desencadeando por proposições teologia associadas as praticas seculares/empresariais
Nos trazendo tudo isso essa anatomia da tragédia iniciou-se com a “teologia da prosperidade”;  e difundida pelos tele evangelista de alcance global como “Kenet Hagin” “Beny Hinn”, “Morris Cerulo”.
Uma teologia que enfatiza para os cristões, unicamente a prosperidade, busca pelo sucesso, riquezas, bem-estar, conforto, saúde, afastando assim as características essenciais do evangelho. A simplicidade, quebrantamento, piedade etc.
Não satisfeitos buscaram métodos que visavam a explosão do crescimento unicamente quantitativo, não se importando com a qualidade de crescimento espiritual do individuo que  é o centro da mensagem de Cristo, o resgaste do ser humano.
Matando todos os significados que eram voltados para o discipulado que visava mudança de vida transformação de caráter, envolvimento da consciência. O evangelho passou a ser negligenciado.
A adoção dessas praticas se deu com a igreja do evangelho pleno na Coreia do Sul ligada as Assembleias de Deus presidindo pelo pastor “Poo Yung Cho” indicando o modelo de pequenos grupos que depois foi adotado pelo pastor colombiano “Cesar Castelhano” lançando assim o G12, essa comunidade possuía cerca de 300.000 membros, no Brasil inicialmente aderido pelos neopentecostais clássicos e por muitas igrejas históricas.
Feito assim uma simbiose dessa plataforma, desse modelo, arquétipo de “choo” com o modelo das megas empresas de sucesso o resultando no fortalecimento de denominações como a Mundial e a Universal, e o surgimento de novas denominações e podemos citar varias e passar o dia citando nomes.
Na planta dessas instituições estavam presentes a mesma matriz conceitual que se compunha de cultos diversos, com objetivos diversos, agenda semanal vasta e com multiplicidade de atividades religiosas, construção de mega templos, com oferta cada vez maior de infraestrutura para acomodar pessoas, grupos para entretenimento os chamados arte cristã formados na musica profissional, desde movimento de evangelização de massa, com o único objetivo de engordar a igreja, tornando ela obesa e doente, sem atingir seu real objetivo que é de salvar vidas.
O ultimo passo desse sistema perverso foi a alienação, o fanatismo e mumificação do chamado corpo de Cristo
Tendo ênfase a catarse, o êxtase,  nas manifestações metafísicas e pseudo espirituais, visando o “destronamento de potestades” com os cultos de cura e libertação, com efeitos apenas momentâneos sem atingir o que se espera verdadeiramente no evangelho: o despertar da esperança, da fé e do amor, com isso encontrando aquilo que é almejado por todos: a paz.
Esse sistema tira o foco dos “amai-vos”; e busca a solução unicamente no âmbito espiritual da forma egoísta, pois se pensa: “eu quero é resolver meus problemas”
A igreja mudou o foco, pois ao invés dela ir ao mundo para ser um instrumento de mudança e reconciliação trouxe o mundo para dentro dela provocando a alienação e invertendo papeis onde ao invés do homem servir a Deus, e Deus que tem que servir ao homem, em seus mega templos onde uma engrenagem robusta faz funcionar uma agenda de religiosidade que faz funcionar e manter entretidas milhões de pessoas fanatizadas que vivem qualquer coisa menos o evangelho de Jesus.
As igrejas ficaram cheias, mas, de gente cada vez mais vazias sem ênfase no discipulado, no pastoreio, nas trocas relacionais, no ensino da doutrina, no serviço comunitário, as igrejas hoje passaram a ser um entulho de gente que se esbarram na saída dos seus cultos e que nem sequer se conhece, gente que não compreende o mínimo da fé, que não é capaz de discernir pregação de heresia, seguido assim uma agenda frenética, não produzindo nada pois não muda a consciência, pois não mudando a consciência não pode se desdobrar para a existência e assim vão vivendo em viveiros humanos com encontros fortuitos, relações epidérmicas com pessoas agonizantes em seus dramas sendo atrofiadas em suas almas e sentimentos empurrando ano após ano os mesmos problemas, incapazes de experimentar libertação e pacificação que são produzidos pelo Espírito, no viver dos que compreendem o evangelho de Jesus Cristo



ENTENDA MAIS LENDO: I Tessalonicenses 5:9-22




Antonio Moura e Luzia Moura